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Energia elétrica ou solar?

O aumento no número de interessados acontece por conta da tecnologia que está cada vez mais barata

Pontos-chave
O aumento no número de interessados acontece por conta da tecnologia que está cada vez mais barata
A mudança pode gerar uma economia de até 95% na conta de luz
O crescimento gradual do setor de energia solar vem despertando o interesse não só de empresas, mas também de pessoas que querem reduzir seus custos fixos. “O aumento no número de interessados acontece, principalmente, por conta da tecnologia que está cada vez mais barata”, explica Daniel Fonseca, engenheiro eletricista formado pela Poli USP. Só para você ter uma ideia, em 2021 o Brasil entrou para o grupo de 15 países líderes em capacidade instalada de energia solar no mundo e as expectativas são que os investimentos na área expandam cada vez mais em 2022. Mas será que o investimento vale mesmo a pena? A Inteligência Financeira levantou alguns pontos que podem te ajudar nessa tomada de decisão. Vamos a eles:

Quem deve ter energia solar em casa?
Para quem a energia solar é mais indicada: casas grandes com piscina ou qualquer tipo de moradia? Na verdade, a decisão pode mudar de cidade para cidade. “Em São Paulo, por exemplo, existe um perfil de consumidor muito mais residencial, pela falta de espaço, além de o terreno ser mais caro. Já em áreas mais rurais, como em municípios de Minas Gerais, onde você tem terrenos mais baratos e com incidência solar alta, é possível ter um maior benefício com a energia solar. É possível comprar um terreno por um preço menor, instalar uma planta solar e usar a geração de energia desse terreno para descontar da conta de luz do seu negócio, onde quer que ele esteja localizado, desde que ambos pontos sejam atendidos pela mesma distribuidora, o chamado Autoconsumo remoto”, explica Fonseca.

Por onde começar?
A primeira coisa a se fazer é verificar se você tem condições do ponto de vista financeiro e de espaço para a instalação de placas. “Se a resposta para ambas perguntas for sim, então o investimento pode valer a pena”, afirma o engenheiro Daniel Fonseca. Mas é importante ressaltar que como isso é um investimento relativamente alto, a falta de conhecimento pode gerar prejuízos. “É recomendável fazer uma boa pesquisa, normalmente as empresas fazem orçamentos com estimativas de custo e benefícios. E é bom lembrar de se informar sobre os processos de instalação para que o consumidor não seja enganado.”

O retorno do investimento é demorado?
Tudo depende da sua necessidade. Mas vamos supor que você more em São Paulo. Pedimos para a empresa de tecnologia Portal Solar fazer uma simulação. Se sua conta de luz custa em média R$ 500 por mês e você instala um sistema que gere 5,4 Kwp (quilowatt pico, que é o máximo de energia produzida), você vai gastar uma média de R$ 33 000, com um tempo de retorno de aproximadamente 6 anos. Ao olhar esses números, parece ser um investimento alto demais. E é. Mas lembre-se que isso pode gerar uma economia que varia de 50% até 95% na sua conta de luz.

O custo pode cair?
A reposta é sim. Daniel Fonseca explica que, conforme mais pessoas fazem a troca para energia solar, a tendência é que o custo caia. “Existem coisas que a gente não controla, como a cotação do dólar, e isso afeta o preço das placas fotovoltaicas, já que elas são importadas. Mas, como esse mercado está crescendo muito rápido no Brasil, a tendência é que o custo diminua.”

No final das contas, este é um bom investimento?
Com o barateamento da tecnologia e levando-se em conta a queda do preço da conta de luz, a recomendação dos especialistas é que esse é um investimento vale a pena. “A gente tem casos onde o financiamento fica mais barato do que a própria conta de luz. A perspectiva do futuro é muito positiva”, diz Felipe Sapucahy, diretor do Portal Solar.

Fonte: inteligenciafinanceira.com.br

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